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Eletroeletrônicos

Em produto eletroeletrônico correm três frentes ao mesmo tempo: segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética e restrição de substâncias. No Brasil há uma quarta separação que pega o exportador de surpresa: o INMETRO cuida da segurança do produto e a ANATEL cuida da parte de radiofrequência, com processos, organismos e prazos diferentes. Um roteador com fonte externa passa pelos dois, e começar só por um deles atrasa o outro.

INMETRO e ANATEL não se substituem

A homologação ANATEL alcança qualquer produto que transmita ou receba radiofrequência, inclusive Wi-Fi e Bluetooth embarcados. A certificação INMETRO alcança a segurança elétrica das famílias com portaria publicada. Um mesmo aparelho pode precisar dos dois, e os dois têm laboratórios designados próprios.

O erro comum é tratar rádio como detalhe do produto elétrico. Na prática são dois projetos regulatórios que compartilham a amostra e mais nada.

A tensão da rede faz parte do escopo do ensaio

Um aparelho ensaiado em 230 V e 50 Hz não está coberto para 127 V e 60 Hz. O Brasil convive com as duas tensões conforme a região, e produto bivolt precisa dos dois pontos ensaiados.

Isso não se deduz de um relatório europeu. Se o Brasil está no plano, as variantes entram na mesma campanha de ensaio, não numa complementação posterior.

Onde o esquema CB ajuda de verdade

O esquema IECEE CB gera um relatório que organismos de mais de cinquenta países aceitam como base para a segurança elétrica. É a alavanca mais eficiente que existe para quem vende em muitos mercados.

Ele não substitui a certificação nacional: cada país acrescenta seus desvios. Mas evita repetir o ensaio de base, que é a parte cara.

O que cada mercado exige

MercadoSegurançaRádio e EMCSubstâncias
BrasilINMETRO conforme portariaANATELSem exigência geral
União EuropeiaDiretiva de baixa tensãoRED e diretiva EMCRoHS e REACH
União Econômica EuroasiáticaTR CU 004TR CU 020TR EAEU 037
GolfoG-Mark, ECAS, SASOAutoridade nacionalRoHS conforme o país

O que você precisa e o que fica conosco

Tudo à esquerda é algo a reunir antes de o projeto começar. Tudo à direita é nosso. Envie o que já tiver e dizemos o que falta.

Atenção no Brasil

  • INMETRO e ANATEL são processos separados

Prazo típico

  • 4 a 10 semanas por mercado

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Perguntas frequentes

Preciso de ANATEL se o Wi-Fi vem de um módulo já homologado?

O caminho fica bem mais curto, mas raramente desaparece. O módulo homologado carrega os ensaios de radiofrequência; o produto final ainda precisa ser declarado e associado a essa homologação. Confirme antes de comprar o módulo se a homologação está ativa e em nome de quem.

Dá para usar um relatório europeu no INMETRO?

Como base, às vezes. O organismo certificador brasileiro trabalha com laboratórios acreditados e costuma exigir ensaio no Brasil ou em laboratório designado, além de amostra própria. Relatórios CB ajudam mais do que relatórios nacionais europeus.

RoHS vale no Brasil?

Não há exigência geral equivalente à europeia. Algumas portarias específicas trazem restrições de substâncias, e contratos privados costumam pedir conformidade RoHS mesmo sem base legal. Vale checar por família de produto, não por regra geral.

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