Halal, Kosher e Normas Nacionais nos Países do Golfo
O halal abre o mercado e a certificação nacional torna o produto legal. Nenhum substitui o outro, e a alfândega confere os dois.
A primeira resposta diz em qual regulamento seu produto cai, se precisa de organismo notificado e o que o importador catariano tem de assinar.
O artigo 10 do BD-142004-01 põe o dossiê nas mãos do importador, e a Lista 2 decide quais produtos passam por organismo notificado.
Fonte: GSO, BD-142004-01, Lista 2 e TC-225310-01; QS
Prazo típico4 a 10 semanas


Nome do produto, NCM e dados técnicos, o suficiente para definirmos a rota.
Sua parte
Confirmamos os regulamentos aplicáveis e o tipo de certificação que o produto exige.
Nossa parte
Você envia a documentação; assinamos contrato com escopo e prazo fixos.
Ambos os lados
Ensaios laboratoriais, inspeção de fábrica e desembaraço, coordenados por nós.
Nossa parteEmitido, registrado e entregue. Encerramos o projeto.
Sua parteNo Catar quem verifica o G-Mark são dois órgãos nacionais. A Qatar General Organization for Standardization (QS), vinculada ao Ministro do Comércio e Indústria, é o organismo de normalização, e os departamentos de defesa do consumidor do ministério cuidam do controle de mercado. G-Mark Catar em resumo: o importador tem em mãos o certificado de exame de tipo do Golfo emitido por organismo notificado pela GSO, o símbolo de rastreamento de conformidade no produto, a declaração de conformidade em árabe e inglês, as informações de segurança e o manual em árabe, e um plugue tipo G para 240 V a 50 Hz. Os aparelhos da Lista 2 do regulamento BD-142004-01 e todo brinquedo sob o BD-131704-01 passam pelo organismo notificado; o restante do material de baixa tensão é autodeclarado e registrado na GSO.
O importador catariano redige a própria declaração em árabe e inglês, guarda as duas declarações por dez anos e entrega a documentação técnica em árabe em até vinte dias úteis após o pedido.
Monte o dossiê em árabe antes do primeiro embarque; vinte dias não bastam para traduzir.
A entrada 12 da Lista 2 cobre plugues, tomadas, adaptadores, extensões e carregadores. Um carregador destacável embalado com um produto autodeclarado é item da Lista 2 mesmo quando o produto não é.
Confira cada acessório da caixa contra a Lista 2, começando pelos carregadores.
A QS publica as normas e os regulamentos técnicos catarianos e representa o Catar na GSO. O controle de mercado fica com os departamentos de defesa do consumidor do Ministério do Comércio e Indústria, e os recalls saem no site do ministério.
Pelo artigo 25, a autoridade pode mandar o organismo notificado retirar os seus certificados.
O erro que mais vemos no Catar é o dossiê técnico que fica com o fabricante no Brasil enquanto o importador em Doha tem um PDF do certificado. Um pedido com base no artigo 10 então não pode ser respondido do zero em vinte dias úteis. Um carrinho a bateria ou um bicho de pelúcia que fala, ensaiado com relatório de baixa tensão, é brinquedo, e o certificado tem de citar o BD-131704-01. Um ar-condicionado com declaração assinada pelo próprio fabricante é não conformidade formal pelo artigo 30.
Quem guarda o dossiê é o organismo notificado que emitiu o certificado. Uma alteração do tipo, como uma placa de potência nova ou outro plugue, é comunicada a esse organismo, que pode emitir antes um adendo ao certificado. Um pedido da Lista 2 vai a um único organismo notificado, com declaração escrita de que nenhum outro foi consultado, então nos diga para onde foi o seu. Certificado retirado pelo artigo 25 não volta.
O que cuidamos
Tudo aqui é algo a reunir antes de o projeto começar. A primeira resposta diz o que já pode entrar no dossiê como está.
Um especialista acompanha o seu processo do primeiro e-mail até o certificado registrado. Cada um deles gravou um briefing, em inglês, sobre a sua área.
Cada etapa é um serviço próprio, com uma página que diz o que ele entrega e o que precisa de você.
A etapa mais barata decide o custo de todas as seguintes. O que uma avaliação de rota nomeia e as quatro decisões que ela fecha antes de qualquer ensaio.
Ver a páginaA acreditação vale por norma e por laboratório, nunca em geral. Como escolher um que o mercado de destino aceite e ensaiar uma vez para vários mercados.
Ver a páginaO dossiê é a base do certificado e cabe ao fabricante produzi-lo. O que ele precisa conter e o que não se escreve depois do fato.
Ver a páginaUma auditoria transforma um cronograma de semanas em meses e não se comprime. O que os auditores verificam e como chegar pronto à primeira visita.
Ver a páginaQuatro grandes mercados não certificam um fabricante estrangeiro diretamente. O que a nomeação obriga e por que o distribuidor é o titular errado.
Ver a páginaCertificado válido e rótulo errado também param na fronteira. O que cada mercado exige na arte do rótulo e o momento certo de conferir.
Ver a páginaDois órgãos, sob o mesmo ministro. A QS, Qatar General Organization for Standardization, foi criada em 2002 e está vinculada ao Ministro do Comércio e Indústria. Publica as normas catarianas, que são opcionais, e os regulamentos técnicos catarianos, que são obrigatórios, e representa o Catar na GSO. O BD-142004-01 deixa a autoridade de fiscalização de mercado a cargo de cada Estado-membro; no Catar ela fica com o Ministério do Comércio e Indústria, no lado de defesa do consumidor, com um departamento de licença de qualidade e controle de mercado, um departamento de proteção ao consumidor e combate à fraude comercial, e os recalls de produtos publicados no site do próprio ministério.
O artigo 10 do BD-142004-01 diz pelo que o importador catariano responde. O importador, pessoa estabelecida num Estado-membro, precisa demonstrar que a avaliação da conformidade foi feita, conferir que a marca está no produto, redigir a própria declaração de conformidade do importador em árabe e inglês, guardar as duas declarações por dez anos e entregar a documentação técnica em árabe em até vinte dias úteis quando a autoridade pedir. Inglês só é aceito depois que a autoridade aprova.
O erro que mais vemos: o dossiê fica com o fabricante no Brasil e o importador em Doha tem um PDF do certificado e nada mais. Um pedido feito com base no artigo 10 cai no importador. Vinte dias úteis não bastam para traduzir um dossiê técnico do zero, por isso montamos o conjunto em árabe antes do primeiro embarque.
Cinco coisas. O certificado de exame de tipo do Golfo emitido por organismo notificado pela GSO, para aparelhos da Lista 2 e para brinquedos, com o número de identificação do organismo, que também fica ao lado da marca no produto. O símbolo de rastreamento de conformidade do Golfo. A declaração de conformidade em árabe e inglês, assinada pelo fabricante e, pelo artigo 17(2), também pelo importador. Informações de segurança e manual em árabe, mais nome e endereço do importador no produto, na embalagem ou em documento que o acompanhe. E a alimentação certa: a emenda TC-225310-01, de outubro de 2022, substituiu a tabela do Anexo 1 do BD-142004-01, e a linha do Catar diz 240/415 V com tolerância de 6 por cento, 50 Hz, plugue tipo G.
O plugue é regulado por conta própria. A entrada 12 da Lista 2 (TC143307-01) é "plugues, tomadas, adaptadores, extensões e carregadores", então um carregador destacável embalado com um produto autodeclarado é item da Lista 2 mesmo quando o produto não é. Para quem exporta do Brasil isso significa cabo e carregador específicos para o lote do Golfo, e não o que sai de fábrica para o mercado interno. As páginas de conformidade da GSO permitem consultar os produtos registrados pelos organismos notificados e autenticar um certificado; o fiscal catariano faz o mesmo.
Conferimos o organismo no registro da GSO antes de aceitar um relatório dele. Certificado de organismo cuja notificação caducou é um documento com logotipo. O artigo 25 permite que a autoridade de fiscalização mande o organismo notificado retirar ou revisar certificados, e certificado retirado não volta no porto.
A Lista 2 do BD-142004-01, publicada como TC143307-01 em 6 de agosto de 2014, tem treze entradas, de ventiladores domésticos, geladeiras e máquinas de lavar, passando por torradeiras, secadores de cabelo, aquecedores, micro-ondas, fogões, aquecedores de água e ferros de passar, até plugues, adaptadores, carregadores e aparelhos de ar-condicionado. Esses seguem o Anexo 4: pedido a um único organismo notificado, com declaração escrita de que nenhum outro organismo foi consultado, a documentação técnica e amostras representativas. Todo brinquedo para menores de 14 anos passa por organismo notificado sob o BD-131704-01, em vigor desde 1º de janeiro de 2014, com as advertências marcadas em árabe.
Material de baixa tensão fora da Lista 2, de 50 a 1.000 V CA ou 75 a 1.500 V CC, é autodeclarado: o fabricante registra o produto e a marca na GSO e assina a declaração, como descreve a página do G-Mark para o Golfo. Fora dos regulamentos do Golfo que levam o selo não existe G-Mark. Esses produtos entram pelos regulamentos técnicos catarianos publicados pela QS e pelo regulamento geral de segurança de produtos do Golfo, BD09100504. Eficiência energética está fora do BD-142004-01 e pode ser regulada nacionalmente. Halal é um desembaraço à parte, reconhecido país a país; a GSO lista produtos halal entre os regulamentos ainda planejados, e nenhum deles leva o G-Mark hoje.
Dois erros de fronteira chegam até nós com frequência. Brinquedo embarcado pelo regulamento elétrico: um carrinho a bateria ou um bicho de pelúcia que fala, com relatório de ensaio de baixa tensão, é brinquedo sob o BD-131704-01, e o certificado tem de citar o regulamento de brinquedos. E autodeclaração em aparelho da Lista 2: um ar-condicionado com relatório CB e declaração assinada pelo próprio fabricante é não conformidade formal pelo artigo 30, e o ministério pode restringir o produto ou mandar retirá-lo até existir o exame de tipo.
De quatro a dez semanas quando já existem relatórios de ensaio pelas normas GSO ou IEC, a mesma faixa da página do Golfo. O BD-142004-01 dá presunção de conformidade ao esquema IECEE CB, então um relatório CB pela edição IEC é o ponto de partida, e o organismo notificado o confere contra a edição GSO e a linha do Catar na tabela de plugues e tensões. Aparelhos da Lista 2 e brinquedos somam o exame de tipo e o símbolo de rastreamento. O lado catariano, declaração do importador e textos em árabe, corre em paralelo.
Duas coisas mexem na data. A documentação técnica deve ser redigida em árabe, com inglês aceito depois da aprovação da autoridade, e um manual traduzido precisa de tiragem. E alteração do tipo, placa de potência nova ou plugue diferente, tem de ser comunicada ao organismo notificado que guarda o dossiê, e ele pode emitir um adendo ao certificado antes de o produto alterado poder levá-lo.
Planeje o manual em árabe junto com os ensaios. Certificado que chega na sexta semana não resolve a caixa impressa na terceira semana com advertências só em inglês.
| Produto | Regulamento | Via | Na fronteira |
|---|---|---|---|
| Aparelhos da Lista 2: ar-condicionado, geladeiras, lavadoras, aquecedores de água, ferros, carregadores | BD-142004-01, Anexo 4 | Exame de tipo do Golfo por organismo notificado pela GSO | Certificado, símbolo de rastreamento, declaração em árabe e inglês |
| Outro material de baixa tensão, 50 a 1.000 V CA | BD-142004-01 | Autodeclaração registrada na GSO | Declaração registrada, manual em árabe |
| Brinquedos para menores de 14 anos | BD-131704-01 | Organismo notificado | Certificado, advertências em árabe, declaração do importador |
| Plugue e alimentação | Tabela TC-225310-01 | Tipo G, 240/415 V, 50 Hz | Conferido contra a linha do Catar |
| Alimentos, cosméticos, máquinas | Regulamentos técnicos catarianos (QS), BD09100504 | Vias nacionais | Sem G-Mark; halal à parte |
Sim. O certificado de exame de tipo do Golfo e a declaração registrada são emitidos sob regulamento GSO e valem nos sete Estados-membros. O que muda em cada fronteira é a camada nacional: os Emirados somam o ECAS, a Arábia Saudita soma o SABER, e o Catar pede ao importador a própria declaração em árabe e inglês e o manual em árabe.
O regulamento é do Golfo inteiro; três coisas são catarianas. A linha de plugue e tensão, tipo G em 240/415 V e 50 Hz. O importador estabelecido no Catar, que assina a declaração de conformidade do importador e guarda o dossiê por dez anos. E as autoridades que pedem esse dossiê: a QS como organismo de normalização e o Ministério do Comércio e Indústria no controle de mercado.
Não existe um balcão separado do G-Mark. A GSO escreve os regulamentos e notifica os organismos que emitem os certificados de exame de tipo do Golfo. No Catar o organismo nacional de normalização é a QS, Qatar General Organization for Standardization, vinculada ao Ministro do Comércio e Indústria, e os departamentos de defesa do consumidor do ministério cuidam do controle de mercado e dos recalls.
Só quando o produto precisa de halal, e aí sim, em separado. O G-Mark cobre material elétrico de baixa tensão e brinquedos. Halal é reconhecido país a país e fica num dossiê diferente, e a GSO lista produtos halal entre regulamentos ainda planejados. Um eletrodoméstico de cozinha precisa do G-Mark; o alimento que entra nele precisa de halal.
O halal abre o mercado e a certificação nacional torna o produto legal. Nenhum substitui o outro, e a alfândega confere os dois.
O Regulamento Técnico do GCC BD-131704-01 cobre brinquedos para menores de 14 anos: sete perigos a analisar, advertências em árabe e a rota em três etapas.
Três esquemas cobrindo a União Europeia, o Golfo e os Emirados, as categorias que cada um captura, e quando um produto de alto risco passa ao EQM.
Envie o nome do produto, a NCM e os dados técnicos. Você recebe de volta a rota aplicável, a lista de documentos e o prazo, antes de qualquer compromisso.