Certificação de Equipamentos à Prova de Explosão no Brasil

Os setores brasileiros de petróleo, gás e mineração funcionam com equipamentos com proteção contra explosão, e o INMETRO regula a certificação deles por meio de documentos chamados Portarias. A certificação IECEx dá presunção de conformidade; as normas EN (ATEX) e as edições antigas das normas IEC exigem antes uma avaliação de lacunas. Conte com 3 a 6 meses.
Por que o Brasil
O Brasil é uma das maiores economias da América Latina e vem se industrializando rapidamente. Vários de seus setores de maior peso, petróleo, gás e mineração, dependem fortemente de equipamentos com proteção contra explosão.
Atender às normas brasileiras dá acesso a esse mercado, e faz isso por meio de requisitos alinhados às normas de segurança reconhecidas internacionalmente, não em substituição a elas.
Quem regula
O INMETRO, Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, é o órgão do governo responsável pela normalização e pela acreditação dos organismos de certificação. Os documentos regulatórios dentro da legislação brasileira se chamam Portarias. Na prática, todo o regime é tratado como “certificação INMETRO”.
O que pode ser certificado
| Categoria | Situação |
|---|---|
| Dispositivos ou componentes elétricos para zonas com proteção contra explosão | Obrigatória |
| Fábricas desses produtos | Obrigatória |
| Oficinas de reparo desses produtos | Voluntária |
Documentos exigidos
- Documentação técnica e esquemas do produto.
- Comprovação de certificações internacionais anteriores, quando houver.
- Relatórios de ensaio, de preferência de instituições acreditadas pelo ILAC.
- Licenças da empresa e dados da unidade fabril.
- Comprovação de atendimento aos requisitos nacionais brasileiros.
O item 3 pesa mais do que sua posição sugere. Relatórios de instalações acreditadas pelo ILAC são aceitos com menos atrito, e escolher um laboratório sem acreditação é um dos motivos recorrentes para um processo ter que ser reensaiado, em vez de apenas corrigido.
As etapas
- Apresentação do requerimento preliminar.
- Ensaio e avaliação do produto frente às normas INMETRO e IEC.
- Análise detalhada da documentação.
- Aprovação por um organismo de certificação acreditado pelo INMETRO.
- Fiscalização continuada para manter a validade da certificação.
A etapa 5 é uma obrigação permanente, não uma formalidade de encerramento.
Onde um certificado já existente ajuda, e onde não ajuda
| Certificação existente | Efeito no Brasil |
|---|---|
| IECEx | Presunção de conformidade |
| Normas EN (ATEX) | Avaliação de lacunas exigida |
| Edições antigas das normas IEC | Avaliação de lacunas exigida |
Este é o dado mais útil para um fabricante europeu saber antes de orçar. Um certificado IECEx encurta a rota de forma concreta. Um certificado ATEX não cumpre o mesmo papel, por mais equivalente que seja a engenharia por trás dele.
Quanto tempo leva
De três a seis meses, em média. A duração depende da complexidade do equipamento, da suficiência dos documentos entregues e do tempo de resposta do organismo de certificação.
Três erros a evitar
- Documentação incompleta ou incorreta. A causa mais comum de atraso, e inteiramente sob o controle do requerente.
- Subestimar os requisitos brasileiros. Conhecer as normas IEC internacionais não é o mesmo que conhecer as normas brasileiras específicas.
- Escolher laboratórios sem acreditação. Use laboratórios acreditados pelo ILAC, para que os resultados sejam aceitos em vez de contestados.
Fontes
- INMETRO, Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, Portarias sobre equipamentos com proteção contra explosão
- Esquema IECEx, International Electrotechnical Commission
- ILAC, International Laboratory Accreditation Cooperation
Perguntas frequentes
A certificação IECEx ajuda no Brasil?
Ajuda. A presunção de conformidade pode ser baseada na certificação IECEx. Já a certificação pelas normas EN (ATEX), ou por edições antigas das normas IEC, exige antes uma avaliação de lacunas. Vale conferir essa diferença antes de supor que um certificado já existente encurta o projeto.
O que pode ser certificado?
Três categorias: dispositivos ou componentes elétricos destinados a zonas com proteção contra explosão; as fábricas que os produzem; e as oficinas de reparo desses produtos, cuja certificação é voluntária, e não obrigatória.
Quanto tempo leva?
De três a seis meses, em média. As variáveis são a complexidade do equipamento, o quanto a documentação entregue está completa e correta, e a rapidez de resposta do organismo de certificação. Só a primeira delas está fora do controle do requerente.
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