INMETRO e ANVISA: Duas Rotas Brasileiras Comparadas
O INMETRO cuida de equipamentos e máquinas; a ANVISA, de cosméticos e produtos para a saúde. Etapas, validade e o pré-requisito comum.


Nome do produto, NCM e dados técnicos, o suficiente para definirmos a rota.
Sua parte
Confirmamos os regulamentos aplicáveis e o tipo de certificação que o produto exige.
Nossa parte
Você envia a documentação; assinamos contrato com escopo e prazo fixos.
Ambos os lados
Ensaios laboratoriais, inspeção de fábrica e desembaraço, coordenados por nós.
Nossa parteEmitido, registrado e entregue. Encerramos o projeto.
Sua parteO INMETRO não emite o certificado. Quem emite é um Organismo de Certificação de Produtos acreditado pelo INMETRO, e o que define todo o processo é a portaria específica do seu produto: ela diz se a certificação é compulsória, qual norma técnica se aplica, qual esquema de certificação vale e com que frequência a fábrica será auditada. Sem identificar a portaria correta, nada do resto pode ser planejado.
A certificação só é compulsória onde uma portaria nomeia a família de produtos, como os brinquedos na Portaria INMETRO 563/2016. É essa portaria que fixa a norma ABNT, o modelo de certificação e o ciclo de auditoria.
Pedir ao próprio INMETRO que certifique o produto custa semanas.
No Modelo 5, o OCP faz o ensaio de tipo, audita o sistema de qualidade da fábrica onde quer que ela esteja e depois conduz a manutenção e as reauditorias periódicas. O Modelo 7 certifica um lote e não tem auditoria.
Inclua o deslocamento do auditor até a sua fábrica já na primeira estimativa.
Uma empresa brasileira com CNPJ é a titular do certificado, emitido por um OCP acreditado pelo INMETRO. O certificado fica vinculado a esse CNPJ, então trocar de importador normalmente exige transferência ou nova certificação.
Um representante nomeado mantém o certificado independente do seu distribuidor.
Um projeto INMETRO pode parar antes de qualquer ensaio, quando o primeiro pedido foi feito ao próprio INMETRO e semanas se passaram. Depois disso, as paradas são específicas. O escopo acreditado do OCP não incluía a sua família de produtos. O deslocamento do auditor até a fábrica nunca entrou na estimativa. Ofereceu-se um relatório CB ou CE onde o OCP precisava de um relatório contra a norma ABNT da portaria, de laboratório acreditado pela Cgcre, em amostras selecionadas por ele.
A acreditação é por escopo, e trocar de OCP significa recomeçar o processo, então escolha o próximo organismo pelo escopo escrito antes de assinar qualquer coisa. O certificado emitido fica vinculado ao CNPJ do titular; se está com um ex-importador, normalmente é preciso transferir ou certificar de novo. O número de registro é o que compradores, varejistas e despachantes conferem. Relatórios CB existentes às vezes servem de base, já que a maioria das normas ABNT da área elétrica adota textos IEC.
O que cuidamos
Tudo aqui é algo a reunir antes de o projeto começar. A primeira resposta diz o que já pode entrar no dossiê como está.
Um especialista acompanha o seu processo do primeiro e-mail até o certificado registrado. Cada um deles gravou um briefing, em inglês, sobre a sua área.
Cada etapa é um serviço próprio, com uma página que diz o que ele entrega e o que precisa de você.
A etapa mais barata decide o custo de todas as seguintes. O que uma avaliação de rota nomeia e as quatro decisões que ela fecha antes de qualquer ensaio.
Ver a páginaA acreditação vale por norma e por laboratório, nunca em geral. Como escolher um que o mercado de destino aceite e ensaiar uma vez para vários mercados.
Ver a páginaO dossiê é a base do certificado e cabe ao fabricante produzi-lo. O que ele precisa conter e o que não se escreve depois do fato.
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Ver a páginaCertificado válido e rótulo errado também param na fronteira. O que cada mercado exige na arte do rótulo e o momento certo de conferir.
Ver a páginaNem todo produto precisa de certificação INMETRO. A certificação compulsória alcança as famílias de produtos que têm portaria publicada, brinquedos, equipamentos elétricos de uso doméstico, componentes automotivos, equipamentos médicos e uma lista extensa de outros. Fora dessas famílias existe a certificação voluntária, que é uma decisão comercial, não legal.
O erro comum é procurar "certificação INMETRO" como se fosse um processo único. Cada portaria define regras próprias, e duas famílias de produtos aparentemente próximas podem seguir esquemas de certificação diferentes, com custos e prazos que não se parecem.
O Organismo de Certificação de Produtos é uma entidade privada acreditada pelo INMETRO para um escopo específico. Ele analisa a documentação, define o plano de ensaios, acompanha a auditoria de fábrica e emite o certificado.
A acreditação é por escopo, não geral: um OCP acreditado para equipamentos elétricos não necessariamente pode certificar brinquedos. Confirme o escopo antes de contratar, porque descobrir depois significa recomeçar com outro organismo.
A maior parte dos esquemas de certificação com marca compulsória exige avaliação do sistema de gestão da fábrica, não apenas ensaio de amostra. Para fabricantes fora do Brasil isso significa auditoria no exterior, com custo de deslocamento do auditor incluído.
Há também a manutenção: o certificado exige acompanhamento periódico, com nova auditoria e novos ensaios em intervalos definidos pela portaria. Esse custo recorrente raramente entra na primeira estimativa e costuma superar o custo inicial ao longo de três anos.
O certificado é emitido para um solicitante, que precisa ser pessoa jurídica com CNPJ. Um fabricante estrangeiro não pode figurar sozinho, é preciso o importador ou uma empresa brasileira que assuma a responsabilidade pelo produto no mercado.
Isso tem consequência comercial direta: o certificado fica vinculado a esse CNPJ. Trocar de importador depois normalmente significa transferir ou refazer a certificação, e é uma dependência que vale considerar antes de assinar a distribuição.
| Elemento | O que envolve | Quem define |
|---|---|---|
| Ensaio de tipo | Amostra ensaiada em laboratório acreditado | A norma citada na portaria |
| Auditoria de fábrica | Avaliação do processo produtivo e do controle de qualidade | O esquema da portaria |
| Ensaio de manutenção | Novos ensaios em intervalos definidos | A portaria |
| Registro no INMETRO | Objeto e certificado registrados na base pública | O OCP |
| Selo de identificação | Marca aplicada ao produto ou à embalagem | A portaria |
A portaria do produto é o documento que responde a todas essas perguntas. Identificá-la corretamente é a primeira etapa e determina prazo, custo e escopo.
Não. O INMETRO acredita os Organismos de Certificação de Produtos e mantém o registro público, mas quem avalia o produto e emite o certificado é o OCP. Na prática você contrata um OCP acreditado para o escopo do seu produto, e é com ele que o processo acontece do início ao fim.
Não. A certificação compulsória alcança apenas as famílias de produtos com portaria publicada. Fora dessas famílias a certificação é voluntária e vira decisão comercial, muitas vezes exigida pelo comprador, especialmente no varejo, mesmo sem obrigação legal.
O fabricante permanece como fabricante, mas o certificado precisa de um solicitante com CNPJ: o importador ou uma empresa brasileira responsável pelo produto. O certificado fica vinculado a esse CNPJ, o que significa que trocar de importador depois normalmente exige transferência ou nova certificação.
De dois a seis meses na maioria dos casos. O ensaio raramente é o gargalo, o que alonga o prazo é a auditoria de fábrica, principalmente quando a planta fica no exterior e depende de agenda do auditor, e a preparação da documentação técnica quando ela não existe em forma utilizável.
O INMETRO cuida de equipamentos e máquinas; a ANVISA, de cosméticos e produtos para a saúde. Etapas, validade e o pré-requisito comum.
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Um aparelho que é instrumento de medição e transmissor de rádio enfrenta dois conjuntos de exigências. As quatro etapas e os três pontos críticos.
Envie o nome do produto, a NCM e os dados técnicos. Você recebe de volta a rota aplicável, a lista de documentos e o prazo, antes de qualquer compromisso.