Certificação para Marketplaces nos Emirados e na Arábia Saudita

Vender na Amazon.ae, na Noon e nos marketplaces sauditas exige certificação da ESMA nos Emirados e da SASO na Arábia Saudita, com halal e G-Mark por cima nas categorias que os pedem. O registro nos sistemas oficiais vem antes do cadastro na plataforma.
Quais certificações se aplicam
| Esquema | País | Abrange |
|---|---|---|
| ESMA | Emirados Árabes Unidos | Eletrônicos, eletrodomésticos, cosméticos, alimentos, produtos infantis |
| SASO IECEE | Arábia Saudita | Produtos eletrônicos e elétricos |
| SASO SALEEM (SABER) | Arábia Saudita | Avaliação da conformidade da maior parte dos bens importados |
| Halal | Os dois | Alimentos, cosméticos e medicamentos para o mercado muçulmano |
| G-Mark | GCC | Produtos infantis, itens elétricos, certos eletrodomésticos |
A maioria dos produtos precisa de mais de um deles. Um brinquedo elétrico infantil vendido nos dois países esbarra em quatro.
As sete etapas
- Avaliação regulatória, determinar as normas aplicáveis à categoria específica do produto.
- Escolha de um órgão de certificação acreditado, apenas laboratórios e organismos aprovados.
- Ensaio do produto, ensaios laboratoriais de segurança e conformidade.
- Emissão da certificação, os documentos oficiais, depois de ensaios bem-sucedidos.
- Registro nos sistemas oficiais, envio dos dados do produto ao SABER e às bases da ESMA.
- Preparação de rotulagem e embalagem, conforme as exigências de idioma local e de regulamentação.
- Cadastro dos produtos nos marketplaces, com apresentação dos documentos de certificação.
A etapa 5 antes da etapa 7 é a parte que os vendedores invertem. O anúncio na plataforma é o último passo, não o primeiro: ele depende de registros que levam semanas para sair.
Arábia Saudita: dois certificados, não um
O SABER é a plataforma eletrônica; o SALEEM é o programa de segurança de produtos a que ela serve. Todo produto importado é registrado por ali, regulado ou não, e os bens regulados passam por duas etapas distintas:
| Certificado | Abrange | Validade | Vinculado a |
|---|---|---|---|
| PCoC, Product Certificate of Conformity | O produto | Um ano | O importador saudita registrado |
| SCoC, Shipment Certificate of Conformity | Um embarque | Aquele embarque | Os PCoC que o sustentam |
Duas características do PCoC pegam o exportador de surpresa. Ele é específico do importador, ou seja, é emitido em nome do seu importador saudita registrado e não acompanha a mercadoria se você trocar de distribuidor: importador novo significa PCoC novo. E ele vence todo ano, independentemente da produção, então uma linha embarcada no décimo primeiro mês precisa da renovação agendada antes do próximo pedido, e não depois dele.
O SCoC é emitido contra PCoC válidos para tudo o que estiver no embarque. Um único item não registrado segura a carga inteira, e é por isso que a lista de registros deve ser conferida contra o packing list, e não contra o catálogo.
Emirados Árabes Unidos: a autoridade mudou de nome, os esquemas não
Material escrito antes de 2020 trata a ESMA como o órgão federal de normalização. A ESMA foi incorporada ao Ministério da Indústria e Tecnologia Avançada (MOIAT), e os esquemas passaram a ficar lá. Os nomes que você vai encontrar na documentação:
- ECAS, Emirates Conformity Assessment Scheme. A via obrigatória para produtos regulados, tanto importados quanto de fabricação local.
- EQM, Emirates Quality Mark. É uma marca de qualidade, não um certificado de acesso ao mercado, e é voluntária na maioria das categorias, mas obrigatória em algumas, entre elas água envasada e mineral, a maior parte dos sucos e bebidas e certos lácteos.
Tratar o EQM como opcional em todos os casos é o erro que vale evitar: para uma linha de bebidas ele é a exigência, não um diferencial.
O que os marketplaces conferem
- Documentos de certificação válidos que comprovem a conformidade, exigidos tanto pela Amazon.ae quanto pela Noon.
- Informação em árabe na embalagem e na rotulagem.
- Para alimentos: lista de ingredientes, informação nutricional e certificação halal.
Fontes
- MOIAT, Ministério da Indústria e Tecnologia Avançada, Emirados Árabes Unidos; esquemas ECAS e EQM (a ESMA foi incorporada ao MOIAT em 2020)
- SASO, Organização Saudita de Normas, Metrologia e Qualidade; programa SALEEM e plataforma SABER
- Regulamentos técnicos da SASO para produtos elétricos e eletrônicos: segurança, EMC, eficiência energética e RoHS
- GSO, Organização de Normalização do GCC, esquema G-Mark
Perguntas frequentes
Quais certificações se aplicam em cada país?
A ESMA, nos Emirados, cobre eletrônicos, eletrodomésticos, cosméticos, alimentos e produtos infantis. A Arábia Saudita usa o SASO IECEE para produtos eletrônicos e elétricos e o SASO SALEEM (SABER) como sistema de avaliação da conformidade da maior parte dos bens importados. O halal é obrigatório para alimentos, cosméticos e medicamentos, e o G-Mark se aplica a produtos infantis, itens elétricos e alguns eletrodomésticos.
O que o processo envolve?
Sete etapas: avaliação regulatória, escolha de um órgão de certificação acreditado, ensaio do produto, emissão da certificação, registro nos sistemas oficiais, SABER e bases da ESMA, preparação de rotulagem e embalagem e, por fim, cadastro dos produtos nos marketplaces.
Qual a diferença entre PCoC e SCoC?
O Product Certificate of Conformity cobre o produto em si, é emitido por um ano e fica vinculado ao importador saudita registrado; se você trocar de importador, ele não acompanha a mercadoria. O Shipment Certificate of Conformity cobre um embarque e é emitido contra PCoC válidos para tudo o que ele contém. Um embarque sem os dois não é liberado.
O que os marketplaces conferem?
Documentos de certificação válidos que comprovem a conformidade, e embalagem e rotulagem com informação em árabe. Produtos alimentícios precisam ainda de lista de ingredientes, informação nutricional e certificação halal.
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